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O Museu

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Fausto Pires
Alaur da Matta
José Pedro Miranda
Luiz Antonio Nogueira

Museu Histórico Simonense "Alaur da Matta"

O Museu Histórico Simonense "Alaur da Matta" é uma iniciativa de Fausto Pires de Oliveira, José Pedro Miranda, Alaur da Matta e Luiz Antonio Nogueira, que em 1945 iniciaram a coleta do acervo que hoje está acolhido na instituição, contando com doações de diversas famílias simonenses, que transferiram para o museu a guarda de objetos que contavam suas histórias pessoais e coletivas.

Em 23 de julho de 1978 foi criada a Fundação Cultural Simonense para administrá–lo, não possuindo sede própria funcionava nas casas dos seus criadores, e em outubro de 1988, finalmente foi instalado em um prédio cedido pela Prefeitura Municipal de São Simão em regime de comodato até 2033.

Possui expressivo acervo arqueológico - peças datadas de 15.000 anos, e histórico, apresentando aspectos da história da região de São Simão e Ribeirão Preto, o cotidiano urbano e rural do município e abordando também a participação dos cidadãos simonenses na Revolução de 32.

Atualmente sua exposição de longa duração encontra-se dividida nas salas temáticas: “Arqueologia no cenário simonense do passado ao presente”; “Memorial 32” e “Imigração”.

A forma como a instituição foi constituída; iniciativa popular, confere ao Museu Alaur da Matta um reconhecimento social enquanto instituição representativa da identidade cultural da comunidade, buscando salvaguardar sua história através da pesquisa, preservação e difusão de seu patrimônio histórico e cultural. 

O museu acolhe uma expressiva coleção de documentos gerados pelo poder judiciário, datados do final de século XIX e início do século XX - processos crime, inventários, testamentos, etc., que têm sido a base documental de inúmeros trabalhoscientíficos em diversas áreas do conhecimento e que tem conferido a instituição uma condição de relevante centro de pesquisa histórica, tendo recebido entre seus pesquisadores professores da Universidade de São Paulo (USP- São Carlos), Centro Universitário Barão de Mauá, de Ribeirão Preto,  entre outras.

O Museu recebe visitantes de diversas localidades e tem sistematizada a visita de instituições de ensino da região.

Tendo como missão gerir e propagar a história do município de São Simão, a Fundação Cultural Simonense - FUNCUS é uma instituição privada, que administra o Museu Histórico Simonense Alaur da Matta, declarada utilidade Pública Municipal pela lei nº 931 de 22/06/1982, declarada utilidade Pública Estadual pela lei nº 23.635 de 08/07/1985 e registrada no Ministério da Cultura – CPC nº 35004589/87-40 através da lei 7.505 de 02/07/1986. A Fundação Cultural Simonense é formada por uma diretoria  e por um Conselho deliberativo consultivo. Possui, ainda, um quadro de associados regulares.

Importante destacar que a equipe responsável pela gestão do museu é voluntária.

Sobre nossa Política de Acervos

Coleção documentos do poder judiciário

Os documentos gerados pelo poder judiciário - processos crime, inventários, testamentos, etc., têm sido a base documental de inúmeros trabalhos científicos nas áreas de Economia, História, Direito, entre outros.

Dada a grande importância desta documentação para o conhecimento e discussão do processo histórico da sociedade brasileira, algumas instituições culturais integraram aos seus acervos estes documentos e disponibilizaram-nos para a consulta pública.

A comarca de São Simão, criada em 1877, gerou ao longo do tempo inúmeros processos que contém informações únicas e de grande valor histórico, como, por exemplo, dados sobre escravos, propriedades rurais, relações comerciais, etc., possibilitando a geração de inúmeros estudos não somente sobre o município de São Simão, como também sobre a região, incluindo o município Ribeirão Preto, entre outros.

As preocupações quanto ao acesso para pesquisa e a preservação dos processos do judiciário sob a guarda do Fórum de São Simão sempre estiveram presente junto às discussões entre os pesquisadores e fundadores do Museu "Alaur da Matta" , que reconheciam a relevância desta coleção para a construção do conhecimento histórico do Estado de São Paulo.

No final dos anos 1990 e início dos anos 2000 foi iniciado projeto para armazenamento terceirizado dos processos das várias comarcas do Estado de São Paulo. Em janeiro de 2004 foi anunciada a transferência de cerca de 800 mil processos do Arquivo Geral do Fórum de Ribeirão Preto para a cidade de Jundiaí, SP, a partir do mês de fevereiro daquele ano. A transferência foi autorizada pelo Tribunal de Justiça em razão do processo de terceirização para a armazenagem e serviços de arquivo; a empresa ganhadora da licitação foi a Recall do Brasil Ltda - contrato assinado em 24/11/2003, sendo que, em seguida, os processos do Fórum de São Simão seguiriam o mesmo destino. Assim, foi iniciado em 2004 um movimento na cidade de São Simão para que parte desse acervo de inestimável importância permanecesse na cidade, este movimento de iniciativa popular foi bem-sucedida e em 2005, por meio de convênio com o Tribunal de Justiça de São Paulo, a Fundação Cultural Simonense recebeu a posse, guarda e direito de uso de processos judiciais distribuídos até 1932 na Comarca de São Simão. Foram recolhidas junto ao Museu, 466 caixas de processos datados de meados do século XIX ao ano de 1932.

O volume e grandiosidade destas empreitadas, bem como o tempo exíguo, uma vez que para a finalização do processo de convênio havia a necessidade de índice especificando cada processo, exigiu a reunião de uma força tarefa  composta por integrantes da Fundação, da Prefeitura e voluntários.

Após o término dos trabalhos de conferência, listagem e digitação das listagens, as relações de processos foram encaminhadas para a Diretoria do Fórum de São Simão. 

Desde então a Fundação Simonense tem realizado trabalhos de   identificação sumária do acervo e ações de conservação que se resumem a limpeza periódicas das caixas, atividades compatíveis com a disponibilidades dos recursos voluntários que são destinados a manutenção do museu.

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