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Revolução Constitucionalista de 1932


São Simão – cidade culta, patriota e de grandes tradições – como não poderia deixar de ser, também se levantou unindo-se à causa paulista.

Logo nos primeiros dias da revolução mais de 30 simonenses partiram para se alistarem como combatentes.

A primeira manifestação coletiva em São Simão foi realizada no dia 12 de julho quando os alunos do Instituto Comercial organizaram um comício e depois uma passeata pelas ruas e depois uma passeata pelas ruas da cidade, apoiados pelo povo.

“No dia 13, promovido pela “Mulher Simonense”, efetuou-se uma importante passeata cívica jamais vista em São Simão” ( O Trabalho, 24/07/1932), tendo a participação das autoridades civis, religiosas e policiais.

No dia 14, foi formada uma comissão para formação do batalhão Simonense. Competia a Comissão angariar e receber donativos, promover o alistamento de voluntários, organizar um batalhão, cooperar com a Comissão de Senhoras. Enfim, promover e dirigir a campanha revolucionária aqui.

Diversas senhoras e senhoritas alistaram-se para formarem a “Cruz Vermelha Paulista”.

Foi organizada também a “Legião de Moças”, um batalhão feminino que colaborava em diversos setores, fazia exercícios ginásticos e tinha sua fanfarra. O jornal O Trabalho de 07 de agosto de 1932 comentava: São Simão é a única cidade até hoje que apresentou Legião de Moças e disso pode orgulhar-se.

A 9 de agosto, pela primeira vez era tocada e cantada a marcha dos voluntários simonenses. “Marchai Paulistas” era composição musical do maestro Ovídio Ciciarelli e letra do prof. Octávio Médici.

A população do município contribuiu com dinheiro para compra do fardamento do batalhão, polainas, casquetes de pano, capuchos de lãs, camisas de flanelas e capacetes de aço. Os uniformes foram confeccionados gratuitamente pelos alfaiates e pelas senhoritas do Batalhão Feminino.

Foram organizadas com êxito, campanhas; Ouro para o bem de São Paulo que rendeu mais de um quilo de ouro e seis quilos de prata; a contribuição em dinheiro para essa campanha atingiu a respeitável quantia de 4.536$100, o qual em 1935 foi entregue a Santa Casa.

Finalmente pelo noturno da Cia Mogiana do dia 20 de agosto de 1932 partia o “Batalhão de São Simão”, composto por 66 voluntários fardados e equipados.

Quase toda a população foi a estação para a despedida. Os soldados do Batalhão de São Simão ao chegarem em São Paulo foram incorporados a outros batalhões, indo para diversos setores, sendo que a maioria foi para frente norte.

São Simão teve a Felicidade de não sofrer nenhuma perda entre os voluntários. Apenas dois foram feridos: João Reinhardt e Assur Bitencourt.


Trecho retirado do livro: Elementos para História de São Simão, de Fausto Pires de Oliveira – 1975








Estes são os nomes dos dois simonenses que morreram na Revolução de 1932. Não eram voluntários, mas serviam na “FORÇA PÚBLICA” e foram convocados para a Revolução:





Marchai Paulistas


Em 9 de agosto de 1932, pela primeira vez era tocada e cantada a marcha dos voluntários simonenses “MARCHAI PAULISTAS “. Uma composição musical do maestro Ovídio Ciciarelli e letra do professor Octávio Médici.

Foi a única marcha brasileira dedicada a Revolução de 1932.



Artigo – Jornal


1932 – O devoto Simonense

Nascido em 1914, Antônio Augusto Pires de Oliveira, cidadão Simonense, pretendeu ingressar nas fileiras do grupo de soldados voluntários de São Simão, na luta armada conhecida como a Revolução de 1932.

O menino Pires, como era conhecido, sentia uma obrigação moral, como tantos outros em sua época, em defender os Direitos Constitucionais do Brasil. Ocorre que o garoto Pires, não conseguiu se alistar juntamente com os voluntários de São Simão, pois não tinha a idade mínima para prestar o serviço militar.

Mas o jovem Antônio Pires, não se abalou com a negativa de fazer parte da Revolução, fez sua pequena mochila, com algumas poucas roupas e duas latas de leite condensado que tinha pego escondido da dispensa de sua mãe, o que lhe serviu posteriormente de reforço alimentar, na escassa oferta de comida aos soldados, e fugiu para São Paulo, no primeiro trem do dia seguinte de sua primeira tentativa em se alistar. Assim, Antônio Pires chegou na Capital do Estado, bem antes do pelotão de soldados que partiram de São Simão com destino São Paulo.

Em São Paulo, apresentou-se no batalhão do exército, com muita vontade de lutar e medo da possível nova recusa de seu alistamento, pois só tinha 17 anos de idade, mas a vontade de lutar por aquele ideal era maior. Defronte ao Comte. Local externou seu desejo de alistamento. Diante de inúmeras indagações, foi-lhe concedido o privilégio em ingressar nas fileiras do pelotão do General Ibrahim Nobre, com apenas 17 anos de idade, pois não tinha idade para se alistar (Ibrahim Nobre mais tarde, foi considerado um dos maiores Heróis da Revolução de 1932).

Em 1945, Antônio Pires mudou-se para Ribeirão Preto, onde inaugurou a primeira agência do Banco Bandeirantes como gerente, sendo mais tarde promovido à agencia central do Banco, na capital de São Paulo.

Até sua morte, Antônio Augusto Pires de Oliveira, participara de todos os desfiles em homenagem aos revolucionários de 1932, em carro oficial na capital paulista. Hoje, a sala do Museu histórico de São Simão, que leva seu nome, tem a maioria dos equipamentos usados pelo Soldado Simonense, medalhas, armamentos, fardas e uma Bandeira do Estado de São Paulo original da época, Essa Bandeira Paulista é uma das duas únicas ainda existente, sendo que a outra está em exposição no Obelisco, símbolo dos Mártires da Revolução de 1932 na capital do Estado.

Na foto a seguir, todos os irmãos da família Pires de Oliveira de São Simão reunidos, iniciando da direita para a esquerda: Tia Olga, Professora em São Simão; Tia bebé, professora em São Simão; Tio Fausto, vereador em São Simão; Antônio Pires Revolucionário de 1932; Tio Geraldo, embora não tenha se alistado, trabalhou para a revolução e a Tia Helú, que também foi professora em São Simão.

Autor: ALVES. Luiz Rodrigo Pires de Oliveira; jornalista



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