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O Modernismo nas Escolas: Como o Projeto "Museu Também é Coisa de Criança" Trouxe a Vanguarda de 1922 para São Simão

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura



Se voltássemos no tempo, mais precisamente para o mês de fevereiro de 1922, encontraríamos o Teatro Municipal de São Paulo tomado por um turbilhão de novas ideias, cores vibrantes e o desejo profundo de chacoalhar a cultura brasileira. A Semana de Arte Moderna nascia ali, rompendo com as regras rígidas do passado e inaugurando o Modernismo no Brasil.


E no centro desse movimento que mudou a nossa história estava uma mulher corajosa, cujas pinceladas expressivas e cores ousadas desafiaram as críticas da época: Anita Malfatti. Suas obras chocaram os tradicionalistas, mas abriram as portas para uma identidade artística genuinamente brasileira, inspirando nomes como Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Mário de Andrade.


Trazer essa bagagem histórica de forma leve, acessível e fascinante para as novas gerações é um grande desafio. Mas foi exatamente isso que a FUNCUS (Fundação Cultural Simonense) realizou em São Simão através do projeto "Museu Também é Coisa de Criança".  



Arte, Tecnologia e Conexão com o Passado

No período de 09 a 14 de junho de 2026, as escolas de São Simão receberam o espetáculo “A Mulher do Cabelo Verde”, produzido pelo grupo paulista Sabre de Luz Teatro em parceria com o Museu Histórico Simonense "Alaur da Matta".  


A peça utilizou a tecnologia e a linguagem lúdica do teatro para transportar os alunos diretamente para o universo criativo de Anita Malfatti. Em vez de apenas ouvirem falar sobre as telas modernistas em um livro didático, os estudantes puderam sentir a vibração das cores e compreender o espírito revolucionário daquela época de uma maneira totalmente corporal, visual e interativa.  



Cultura para Todos: Arte com Acessibilidade

Um dos grandes pilares desta temporada foi o compromisso com a inclusão. Para garantir que a mensagem da arte moderna rompesse barreiras e alcançasse a todos de forma igualitária, o espetáculo contou com acessibilidade garantida por meio da interpretação em Libras conduzida pelo intérprete Andrews Martinelle Oliveira de Castro (KAM Acessibilidade LTDA). Afinal, democratizar a cultura significa torná-la plenamente compreensível e acolhedora para cada olhar e cada coração presente.



O Impacto em Números

A descentralização cultural foi o grande marco dessa iniciativa. Ao passar por 8 escolas da cidade e pelo Museu Histórico Simonense, o projeto alcançou marcas expressivas:

  • 👥 934 pessoas assistiram às apresentações de forma totalmente gratuita.

  • 🏫 Acesso democratizado para estudantes da faixa etária de 10 e 11 anos, aproximando a juventude da arte de vanguarda.

  • 🎟️ Fomento e Viabilização: Projeto aprovado pelo PROAC EDITAL 10/2025 (termo de execução cultural 0160/2025), garantindo que a cultura de alta qualidade chegasse a custo zero para a nossa comunidade.


  

O Museu como Espaço Vivo e Pulsante

O grande propósito por trás de “Museu Também é Coisa de Criança” vai muito além do entretenimento. A peça funcionou como um grande portal de incentivo para que os pequenos passem a enxergar os museus não como depósitos de coisas antigas, mas como espaços vivos de memória, identidade e descoberta.  

Todo esse movimento cultural só foi possível graças ao empenho da presidente da FUNCUS, Giuliana Nogueira, que assina a produção executiva e a operação de áudio, sendo a grande responsável por trazer e articular a execução desse lindo projeto em solo simonense.  

O espetáculo encerrou sua temporada, mas a faísca da curiosidade e o orgulho pela nossa história foram plantados no coração de quase mil espectadores simonenses. As cortinas se fecharam, mas as portas do nosso Museu Histórico continuam abertas, esperando por cada uma dessas crianças (e suas famílias) para continuarem essa grande viagem no tempo.


Afinal, cultura, história e acessibilidade também são coisas de criança! ❤️



FICHA TÉCNICA

  • Direção e texto: Joyce Salomão  

  • Elenco: Joyce Salomão, Nino Belucci e Cristiano Salomão  

  • Cenografia: Sabre de Luz Ateliê

  • Cenotecnia: Cristiano Salomão

  • Adereços: Nino Belucci

  • Figurinista: Joyce Salomão

  • Costureira: Daíse Neves

  • Produção executiva e operação de áudio: Giuliana Nogueira  

  • Intérprete de Libras: Andrews Martinelle Oliveira de Castro (KAM Acessibilidade LTDA)

  • Produção: Fundação Cultural Simonense (FUNCUS) e Sabre de Luz Teatro  

  • Realização: Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas






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